DO CÉU AO INFERNO – Transtorno Afetivo Bipolar

DO CÉU AO INFERNO – Transtorno Afetivo Bipolar

– Do Céu ao Inferno – Transtorno afetivo bipolar
“Ele vai do céu ao inferno. Uma época me ama, na outra odeia. Uma semana está super alegre e depois fica triste, raivoso ou reclamão. Quando bebe é pior, pois nunca sei o que pode acontecer: alegria sem limites, intimidade rápida com as pessoas (num minutinho fica amigo delas) ou uma explosão, uma briga e um ódio assustadores. É uma pessoa boa, alegre e engraçado mas muito difícil de conviver.”
Esta é a fala de uma paciente sobre seu marido diagnosticado com transtorno bipolar leve, ou ciclotimia (nível do espectro bipolar mais difícil de ser diagnosticado, pois não possui as características bem definidas como o nível 1 e 2).
O Transtorno afetivo bipolar é um distúrbio psiquiátrico complexo. Sua característica mais marcante é a alternância, às vezes súbita, de episódios de depressão com os de euforia (mania e hipomania) e de períodos assintomáticos entre eles. As crises podem variar de intensidade (leve, moderada e grave), freqüência e duração.
As flutuações de humor têm reflexos negativos sobre o comportamento e atitudes dos pacientes, e as reações que provocam são sempre desproporcionais aos fatos que serviram de gatilho ou, até mesmo, independem deles.
As variações de humor são algo comum, ninguém tem um humor “linear”. O humor pode ser afetado por fatores externos, como stress, rotina, sobrecarga, e fatores internos, como a TPM (tensão pré-menstrual) nas mulheres. Desta forma, nem toda variação de humor pode ser considerada bipolaridade.
As classificações desta doença, em geral são:1) Transtorno bipolar Tipo I O portador do distúrbio apresenta períodos de mania, que duram, no mínimo, sete dias, e fases de humor deprimido, que se estendem de duas semanas a vários meses. Tanto na mania quanto na depressão, os sintomas são intensos e provocam profundas mudanças comportamentais e de conduta, que podem comprometer não só os relacionamentos familiares, afetivos e sociais, como também o desempenho profissional, a posição econômica e a segurança do paciente e das pessoas que com ele convivem. O quadro pode ser grave a ponto de exigir internação hospitalar por causa do risco aumentado de suicídios e da incidência de complicações psiquiátricas.
2) Transtorno bipolar Tipo II Há uma alternância entre os episódios de depressão e os de hipomania (estado mais leve de euforia, excitação, otimismo e, às vezes, de agressividade), sem prejuízo maior para o comportamento e as atividades do portador.
3) Transtorno bipolar não especificado ou misto Os sintomas sugerem o diagnóstico de transtorno bipolar, mas não são suficientes nem em número nem no tempo de duração para classificar a doença em um dos dois tipos anteriores.
4) Transtorno ciclotímico É o quadro mais leve do transtorno bipolar, marcado por oscilações crônicas do humor, que podem ocorrer até no mesmo dia. O paciente alterna sintomas de hipomania e de depressão leve que, muitas vezes, são entendidos como próprios de um temperamento instável, irresponsável ou impulsivo.
Causas do transtorno bipolar A maioria das pesquisas aponta diversos fatores que podem estar associados às oscilações de humor presentes na doença, sendo eles:1. Abuso de substâncias A utilização de substâncias como álcool, tabaco e outras drogas ilícitas pode causar confusão mental e desencadear diversos comportamentos e sentimentos característicos dos episódios de mania ou depressão. Enquanto o uso em si não é capaz de causar a doença, certamente ajuda a torná-la mais evidente em quem já tem predisposição para2. Funcionamento e estrutura do cérebro Estudos demonstram que o cérebro de uma pessoa com transtornos mentais se difere dos que não possuem, tanto no que tange a estrutura quanto no funcionamento.
3. Fatores genéticos Alguns tipos de genes estão mais predispostos a desenvolver o transtorno de bipolaridade que outros, mas esta não é uma causa isolada, foram feitos estudos com gêmeos (compartilham o mesmo gene) e na maioria das vezes somente um tinha o diagnóstico.
4. Heranças genéticas O transtorno de bipolaridade pode ocorrer diversas vezes na mesma família. Sendo assim, pessoas que possuem parentes próximos que sofrem com a doença têm maior propensão de desenvolver também, mas atenção, isso não significa necessariamente que irão desenvolver.
Desta forma, é unânime que não existe uma única causa para o transtorno de bipolaridade. Como pode ser observado, muitos são os fatores que podem ter relação com o surgimento da patologia.
Complicações As maiores complicações relacionadas ao bipolar são a descontinuação do tratamento, o abuso de substâncias e pensamentos de automutilação e suicídio.
O paciente deve ser constantemente lembrado que o tratamento é o que faz com que ele se sinta bem e, caso resolva parar, os sintomas podem voltar repentinamente.
Embora o abuso de substâncias possa ser um fator desencadeador do doença, também pode ser uma conseqüência, pois, para escapar da dor emocional, o paciente pode se envolver com álcool ou drogas ilícitas. Torna-se um ciclo vicioso, já que o uso piora a doença e a doença pode aumentar o uso.
O suicídio é a causa mais frequente de morte entre os bipolares jovens. As estimativas são de que 50% dos portadores do transtorno bipolar tentam suicídio ao menos uma vez na vida, enquanto 15% realmente cometem. A demora para diagnosticar e acertar o tratamento do transtorno bipolar também é um fator de complicação. Estima-se que, no Brasil, leva cerca de 6 anos para que um paciente seja corretamente diagnosticado com bipolaridade.
Prevenção Não existe um meio de prevenir o transtorno em si, apenas crises e episódios de humor. Algumas dicas são: – Prestar atenção nos sintomas – Evitar o consumo de álcool e outras drogas – Tomar os medicamentos prescritos – Contatar o médico antes de tomar novos medicamentos
________________________________________Referências
http://www.abrata.org.br/new/oqueE/transtornoBipolar.aspx https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-bipolar-2/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_bipolar https://www.lilly.com.br/Areas_Terapeuticas/Transtorno_Bipolar http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2015/11/transtorno-bipolar-e-uma-doenca-cronica-e-requer-tratamento-continuo-4911298.html https://www.nimh.nih.gov/health/topics/bipolar-disorder/index.shtml https://www.nimh.nih.gov/health/publications/bipolar-disorder-in-children-and-teens-qf-15-6380/index.shtml http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/bipolar-disorder/basics/symptoms/con-20027544

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